A nutróloga Liliane Oppermann comenta sobre o uso dos medicamentos, alertando sobre seus possíveis benefícios e riscos
Quase 3 anos após a proibição do governo sobre a venda de alguns tipos emagrecedores populares no Brasil, o Senado resolveu suspender essa decisão em setembro de 2014. “Porém, as coisas ainda não são tão simples assim, “vai lá e compra”, pois para serem vendidos, precisam de prescrição médica”, explica a nutróloga Liliane Oppermann, alertando as pessoas a desconfiarem de funcionários que vendem o medicamento sem exigir essa prescrição.
Um levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que não para de crescer no Brasil o consumo de sibutramina. Em 2011 foram vendidas 3,7 milhões de caixas de sibutramina. Em 2012 e 2013, foram mais de dois milhões. No ano passado, foram quase três milhões de caixas. A sibutramina é proibida nos EUA e na Europa. No Brasil, é liberada, mas com restrições.
Para a Associação Brasileira de Nutrologia, os remédios são sim eficazes, pois possuem mais de 50 anos de pesquisas e estudos, e, são principalmente voltados para pacientes hipertensos e diabéticos. “Nós nutrólogos defendemos a liberação dos medicamentos, porque acreditamos em seus benefícios. Porém, é importante ressaltar que os benefícios só vão acontecer se forem usados de maneira correta e com orientação e acompanhamento médico, para que os resultados sejam de fato positivos. Trata-se de um remédio de tarja preta, existe um limite de dose por dia, e, caso o tratamento não faça efeito em 4 semanas, o médico deve suspender a receita”, comenta Liliane.